Com o intuito de humanizar o atendimento e trazer mais proximidade entre equipe assistencial e paciente, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso – Instituto Santé idealizou o “prontuário afetivo”, com pacientes internados pela Covid-19. Criando uma abordagem mais pessoal com os pacientes.

O prontuário afetivo contempla informações, repassadas pela família, como: personalidade do paciente, hobbies, apelido, como gosta de ser chamado, filhos, companheiro, onde trabalha, qual o animal de estimação, o que gosta de fazer e estilo de música preferido. Estas informações ficam ao lado de sua cama, tornando o atendimento mais leve no Hospital.

O projeto é coordenado pela equipe multiprofissional do Hospital Regional. “Identificamos a importância de implantar este projeto aqui no hospital. Ao contatar os familiares percebemos o quanto eles ficam mais tranquilos ao saber que o ente querido está sendo bem cuidado, com um atendimento humanizado”, relata a assistente social, Roberta Dalmagro.

“Não é somente um paciente, é um pai, uma mãe, um filho, o amor de alguém. Muitas vezes eles acordam e estão desorientados, sem saber onde estão e o que está acontecendo. Quando a equipe conhece um pouco mais sobre o cotidiano externo, consegue usar uma linguagem mais familiar, melhorando o acolhimento e transmitindo segurança e tranquilidade ao paciente.” Reforça a coordenadora da equipe multiprofissional, Ariana Silva.

Proximidade por meio digital

Ao passar longos períodos no Hospital a saudade dos familiares bate, e a única companhia são os profissionais da saúde. Pensando nisso, a equipe multiprofissional também realiza chamadas de vídeo para os familiares de pacientes que apresentam condições de se comunicar com os familiares.

A psicóloga hospitalar Daniela Filipini conta que as ligações são repletas de emoção, afeto e saudade. “O contato do paciente com sua família, mesmo que através de video chamada ou reprodução de áudios, tem sido reconfortante tanto para o paciente, quanto para o familiar que vive diariamente a angústia de ter um ente querido hospitalizado por uma doença tão grave”, relata.